Bruna Giorjiani de Arruda professora teve contrato indeferido pelo Estado de SP por obesidade. Em nota, o DPME argumenta que Bruna, devido ao peso, pode desenvolver doenças futuramente, como o diabetes, por exemplo, e prejudicar o serviço público, e aí Geraldo Alckimim ?

Sou obrigado a reconhecer as alegações da professora, o fato dela ser obesa não pode ser considerado um empecilho, uma suposta alegação de que ela poderia desenvolver um problema de saúde no futuro, causando um suposto prejuízo para a educação.

Com base nessa fundamentação idiota do poder publico, não poderíamos mais admitir fumantes, pessoas que bebem,, os que bebem, praticam esportes radicais, e posso citar milhares de casos em que em tese a contratação do profissional pode gerar um risco futuro para o serviço público, no que concerne um provável prejuízo.

Com certeza se essa professora buscar a tutela do Poder Judiciário ela terá os seus direitos assegurados.

Em tempo, um trabalho digno é essencial para que uma pessoa se trate, se cure, caso tenha algum problema de saúde, certo ?

UOL, Educação

Professora teve contrato indeferido pelo Estado de SP por obesidade

  • Guilherme Baffi/ Diario da RegiãoBruna Giordani de Arruda teve contratação indeferida por causa da obesidadeBruna Giordani de Arruda teve contratação indeferida por causa da obesidade

Aprovada em concurso realizado em novembro de 2013, uma professora de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) teve a contratação indeferida pelo Estado porque é obesa. Bruna Giorjiani de Arruda, 28, tem 1,65 metros de altura e pesa 110 quilos.

O DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo) justificou, no início deste mês, a inaptidão de Bruna Giorjiani de Arruda, 28, para o cargo porque o IMC (Índice de Massa Corporal) dela é 40,4, o que caracteriza “obesidade mórbida”.

O IMC é calculado pela divisão do peso do candidato pelo quadrado de sua altura. O critério, segundo o DPME, é estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Em nota, o DPME argumenta que Bruna, devido ao peso, pode desenvolver doenças futuramente, como o diabetes, por exemplo, e prejudicar o serviço público. Para o DPME, a reprovação de Bruna atende ao “interesse coletivo” e não está fundamentada em preconceito.

Bruna não concorda. Para ela, se o Estado quer evitar problemas futuros, deveria evitar a admissão de professores fumantes, por exemplo, que também podem desenvolver doenças graves.

Para ela, sua reprovação é preconceituosa e absurda. “Se contratam deficientes, o que acho justo, por que não podem admitir obesos?”

Bruna é professora temporária da rede estadual desde 2007. Ela ganha R$ 530 por nove aulas semanais de sociologia no ensino médio de Nova Aliança (447 km de São Paulo). Também ensina, como especialista, filosofia em faculdades particulares de Rio Preto. 

A professora afirma que faz exames de saúde regularmente há cinco anos. “Os resultados nunca apontaram qualquer alteração”, afirma. Ela pratica natação regularmente e come “de tudo, principalmente frutas, verduras e legumes”.

No dia 20 de fevereiro, como candidata, ela fez exames de saúde numa clínica de Rio Preto conveniada ao DPME. Ela apresentou 12 exames clínicos, preencheu um formulário no qual disse não possuir nenhuma doença e informou espontaneamente sua altura e peso. 

“Não há balança na clínica. Eu poderia ter mentido, mas não o fiz. A médica que me atendeu viu os exames e disse que estava tudo certo com minha saúde.”

“Gordofobia”

Bruna disse que ingressou com recurso contra a decisão do DPME para se submeter a dois novos exames. Caso seja novamente reprovada, afirma que vai ingressar com um mandado de segurança por intermédio da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

A Apeoesp informou por meio de nota nesta terça-feira (11) que está solicitando reunião com a Secretaria de Gestão Pública para tratar do caso de Bruna. Também informou que ingressará com ação judicial para defender os direitos dos professores em situação análoga.

Bruna é casada, não tem filhos e pretende cursar mestrado na Unesp (Universidade Estadual Paulista). O tema de sua pesquisa será “gordofobia”.

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